Cochichos e Relaxos


22/01/2012


Restaurantes e o mar

Restaurantes e barzinhos à beira mar.

De vez em quando uma frescura é necessária. Porto de Galinhas está crescendo. Particularmente, eu acho isso péssimo. Democratizar é diferente de crescer de forma desordenada. Com isso os estabelecimentos comerciais, todos voltados para o turista, se multiplicam. Hoje há rstaurantes para todo o tipo de bolso. Há os excelentes e caros de frente para o mar. Mas eu me pergunto: qual a graça de comer em restaurantes, mais baratos, semi-fechados onde não se vê o mar? Só para economizar uns poucos reais? Economia dá para fazer cortando uma série de outras coisas. 

Depois de comer, acolhido pela brisa discreta que vem do mar, o infinto azul projetando cores e promessas, caminho, para fazer digestão, em meio a galerias e lojinhas. Compro apenas uma camiseta cuja inscrição é Ardida em alusão à conhecida marca de material esportivo. O verão se estende pelos sentidos: visão e tato: poros abertos na sauna coletiva. Porto de Galinhas parece um sonho onírico real à medida que a tarde se esvai.

Escrito por Jiló às 15h40
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Porto de Galinhas: lojas

A arquitetura composta de galerias e lojas como está lembra bastante a região de Búzios. Acho que qualquer semelhança não é mero acaso.

Abaixo, loja que aluga e vende equipamentos de mergulho em Porto de Galinhas. Interessante e útil. O mergulho é muito praticado.

Há aulas de mergulho diárias depois de um exame médico básico. Porto de galinhas é um dos poucos lugares em que dá vontade de andar descalço. Pelo menos nas ruas perto da orla. O asfalto não queima o pé e a sensação de liberdade é um detalhe principal.

Escrito por Jiló às 15h27
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Peixinhos

 

Peixinhos em Porto de Galinhas

Quarta-feira, 11/01/12, fui conhecer Porto de Galinhas e, aproveitando a maré baixa, embarquei num daqueles passeios oferecidos pelas companhias turísticas com os jangadeiros. Avançamos uns poucos quilômetros mar adentro, e então desembarcamos numa parte rasa, cheia de corais e ouriços. Os peixes, dentro de aquários naturais, vinham ao encontro de quem desse a eles bolinhas ração. Cachorrinhos do mar. Cardumes. Eu me pergunto até quando os peixinhos resistirão a todo o turismo com aparência de Ilha de Caras. A água cristalina. Eu, de chinelos para não machucar os pés, maravilhado. Nenhum discurso ecológico, somente a força da imagem. A dúvida final: até quando o pequeno cardume resistirá aos homens e suas manias?

Escrito por Jiló às 15h17
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Pátio Săo Pedro

Pátio São Pedro: antiga penintenciária transformada em centro de compras e produção de artesanato.

O corredor possui cadeiras, pausa para o descanso. À tarde, calor mortífero, luminosidade de mil sóis, sono e mais sono.

Dizem que o sono é provocado pelo calor. Alguém tem uma garrafa de água?

Escrito por Jiló às 15h08
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Uma foto

Minha Foto mais autoral!

A esquina fica a duas quadras do hotel onde estava. Da minha janela avistava o logotipo enorme de uma loja do shopping e via as pessoas formiguinhas, que caminham apressadas rumo ao shopping de 400 lojas; e há outras pessoas cigarrinhas que caminham de chinelos e pés sujos pelas ruas adjecentes. E esses cruzamentos são como nós e fios de uma tapeçaria que nunca se completa.

Em meio aos prédios há uma padaria, caindo de madura, na esquina que não abre aos domingos, que faz uns salgadinhos (esfiha e pão de alho engordurado) que parecem ter o gosto de Recife.

E há o café aguado feito no coador. Nunca pensei que eu gostaria de café aguado feito no coador.

Recife à noite revela esquinas que destoam da regularidade que a região da Boa Viagem teima em alardear.

À noite, a calçada quebradiça parece isolada com cercas invisíveis de arame farpado. Os carros esperam o sinal verde para fugirem dali o mais rápido possível. Um morador de rua leva seu cachorro para saborear o sossego de um sono prolongado.

São diversas as camadas de Recife: há a Recife moderna dos prédios de Boa Viagem, há as casas precárias, minúsculas, onde ainda os moradores saem e sentam-se em cadeiras nas calçadas; há as praias...

E se um dia você se perder pelos labirintos de bairros periféricos e escorregar pelas bordas, encontrará edifícios que mais se parecem com aqueles saídos dos escombros de uma guerra civil. Iraque_recife: por favor não se ofendam. Recife é uma cidade em obras e de construções abandonadas. 

A uns 500 metros existe o oceano que banha o litoral brasileiro. Não sei se o dono da padaria ou da banca de jornal estão interessados no mar, na projeção assombroso que se ergue diante do olhar atônito quando um novo dia surgir. Superponha todas essas imagens, e você retornará novamente à esquina de padaria e banca de jornal precárias.

Escrito por Jiló às 15h04
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21/01/2012


Olinda: vista do alto

Olinda e a vista que temos do alto: mar azul, céu azul. Meio dia e todo um domingo pela frente. Os blocos de carnaval se preparam para sair.

Escrito por Jiló às 11h53
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Olinda

Igreja em Igarassu (11/01/12). Ao lado há um covento. A freira nos recebe com a mesma familiaridade dos guias turísticos.

Escrito por Jiló às 11h50
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19/01/2012


Centro hisórico: parte 2

Escrito por Jiló às 14h42
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centro histórico

Marco Zero. O mar, o porto, e prédios históricos. Recife, braços abertos e, para variar, janeiro verão e um sol escaldantes.

Os prédios são visões de delírios em tardes febris.

Rio Capibaribe está logo logo ali, à espreita, mas ele não se mostra.

Escrito por Jiló às 14h40
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18/01/2012


Das fotos que năo tirei

As fotos ficaram boas. Não esperava pelo resultado, mas com as cÂmeras digitais a nitidez não se perde.

Fotos servem para registrar momentos e, em menor grau, narrar uma história, no caso uma história sobre a viagem.

Mas para mim ficou a impressão de fotos que, apesar de tiradas no momento de deslumbramento momentâneo, são banais.

Não revelam nada além do que as revistas e os sites de turismo já não mostraram à exaustão. A única diferença sou eu, que apareço em algumas fotos-monatgem-sorriso-amarelo-e-sem-graça.

Gostaria de ter tirado uma foto do gato deitado num box do mercado de Boa Vista, centro histórico de Recife. Gato preguiçoso, indiferente a horda de pessoas que passavam rente ao seu corpo felino.

Gostaria de ter tirado a foto do calor, insuportável filigrama do verão.

Gostaria de ter pedido permissão para tirar a foto de um guardador de carros, no calçadão da Praia de Boa Viagem. Quase banguelo com seu copo descartável contendo pinga. Um sorriso meio capenga e uma vontade imensa de conversar com um japonês que nasceu em sampa. Uma foto com ele sentado numa cadeira de praia, demarcando o seu território. Me fez pensar que viver é uma coisa meio complicada.

Gostaria de ter tirado a foto de uma noite particularmente quente em Boa Viagem, o mar agitado e ao fundo um céu escuro, ameaçador e ao mesmo tempo cheio de profundidade como se sinalizasse uma saída de emergência assim que recife começasse a apegar fogo.

E tiraria a minha própria foto me interrogando sobre as formas de se escapar da vida que levo, da rotina opressora, do mundo sem sentido; e eu comtemplando o mar, tentando fustigá-lo com meus olhos ansiosos à espera de que algo relamente importante aconteça.

A foto que definitivamente não tirei; a foto mais impressionante de Recife, minha face recortada pelo mar de Boa Viagem. Ao redor, silêncio.  

Escrito por Jiló às 20h00
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Impressőes de uma cidade

Eu vi uma bela cidade cujo nome esqueço / onde os anjos surdos percorrerm as madrugadas tingindo seus olhos com lágrimas

e subversão/ onde crianças católicas oferecem limões para pequenos paquidermes que saem escondidos das tocas/ onde adolescentes

maravilhosos fecham seus cérebros para os telhados estéreis e incdeiam internatos.

(Roberto Piva : Paranoia em Astrakan)

Recife é uma cidade grande. Como todas as grandes cidades contém um ponto obscuro de impessoalidade.

Recife Desembarco numa madrugada.Enquanto o avião se preparava para aterrisar no aeroporto, eu vi uma cidade e suas luzes. Olinda? Boa viagem?

Recife toda com as suas lanterninhas acesas. O calor arrefece. O hotel traz um incómodo: a chave da porta que não abre.

Estou em Boa Viagem. Praia de Boa Viagem: circundando a orla conjunto arquitetônico formado por prédios de alto padrão. Impessoal. Me sinto em Santos, se não fosse o mar

ainda límpido e azul. Azul de diversas tonalidades projetando a luminosidade do dia.

(Calçadão da Praia de Boa Viagem)

O calçadão é bem conservado, quilômetros de extensão. À noite, quando o calor amaina, uma pequena multidão invade o calçadão para se exercitar e tomar água de côco nos quiosquies. Eu a vejo, a multidão, corpos mecânicos sem alma a procura de salvação. Corpos saudáveis próximos do Olimpo da vida eterna.  

Escrito por Jiló às 11h28
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04/01/2012


Estado de espírito

Estado de espírito: nublado, sem chuvas.

Nelson Cavaquinho ao cair da tarde de calor, pra variar, escaldante.

Neva em várias partes da Europa, faz calor em todo o morro.

Eu ainda estou aqui e abro as portas para o Nelson entrar sem cerimônia...

Luz Negra (Nelson Cavaquinho)

SEMPRE SÓ, EU VIVO PROCURANDO ALGUEM
QUE SOFRA COMO EU TAMBEM
E NÃO CONSIGO ACHAR NINGUÉM
SEMPRE SÓ, E A VIDA VAI SEGUINDO ASSIM
NAO TENHO QUEM TEM DO DE MIM
ESTOU CHEGANDO AO FIM

A LUZ NEGRA DE UM DESTINO CRUEL
ILUMINA UM TEATRO SEM COR
ONDE ESTOU REPRESENTANDO O PAPEL
DE PALHACO DO AMOR...

SEMPRE SÓ, E A VIDA VAI SEGUINDO ASSIM
NAO TENHO QUEM TEM DÓ DE MIM
ESTOU CHEGANDO AO FIM....


Escrito por Jiló às 12h05
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02/01/2012


Pelas margens e pelas bulas

Pelas margens e pelas bordas.

Três mendigos, à noite, sentados na calçada que dá para o Anhangabaú.

Um outro, sentado na porta de um Supermercado no bairro de Santa Cecília e sendo repreendido pelo gerente por ser mal educado.

Ele respondeu ao gerente? Os três mendigos noturnos cagaram?

Acepran gotas: 10 ml. Pro gerente e pro mal educado.

Avenida Paulista congestionada e iluminada. As pessoas berram e tiram fotos.

Histeria coletiva. 

Ele revira o lixo de toneladas da padaria da Hadock Lobo e consegue croissants do dia.

Deu diarréia?  

Tome Acetildor , um comprimido ao dia, de preferência após o jantar.

Na passagem de ano alguém deve ter ficado em casa e apagado a luz, e não desejado a ninguém feliz ano novo.

E mesmo assim essa pessoa não se matou.

Tome Flomicin 100 mg, acompanhado de Lexotan 2 mg.

Nunca é bom facilitar.

Um carro, ford fora de fabricação espera o sinal vermelho na Avenida Água Fria, zona norte de São Paulo.

O motorista buzina e traz o inferno para o céu e o céu para 2013.

Primeiro de janeiro de 2012.

Será azia e má digestão? Indisposição e impaciência? 

Magnasia 240 ML. Afasta o perigo de mal entendidos e devolve a disposição.

O sinal abre: um casal dentro do carro, marca gordini, parte em velocidade instântanea.

Ela põe a cabeça pra fora e berra por socorro. Stress e medo.

Ansiedade fora do lugar.

Babydrax , pó 4 envelopes.  

As bulas contém o que transborda.

Escrito por Jiló às 12h00
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30/10/2011


chove, eu sei

Chove!

Estamos de volta. molhados, exaustos, jamais enxutos.

Eu vejo os pingos iluminados pelos faróis dos carros que descem em velocidade...

E os sinto contra a minha pele ressequida.

Seca no maranhão da minha mente.

Amanhece, eu sei. Estamos de volta.

Eu sinto o sol. Mas não quero ser piegas e dizer: depois da chuva vem o sol.

Os letreiros de neon da cidade desatenta iluminam: apaixone-se, banalize-se.

Eu sei, estamos de volta.

Eu poderia dizer: eu te amo.

Eu podeira dizer sim às coisas que me cercam.

Eu prefiriria dizer não à paralisia.

Eu não sei desejar e não desejar.

Ela sorri e eu duvido: será que é para mim?

Eu me lembro de Joyce e de sua experiência em Triestre.

As experiências invetáveis com mulheres enigmáticas de olhares trsites e melancólicos.

E sinto as coisas incabadas, sem métrica, sem rumo.

Por isso a noite tem um acabamento imperfeito.

E a melancolia nela encontra o seu par perfeito.

Todos estãio indo embora.

Eu vejo as suas sombras se deslocando...

Eu tomo a direção oposta e depois entro em uma construção de arquitetura indefinida.

Somente pra pular do alto de um velho prédio de 15 andares.

Do alto do prédio, eu vejo os outros lados das ruas e avenidas.

Não chove e não faz sol.

Não chove e não anoitece.

Não chove e não amanhece.

Chove e entristece.

Eu fecho os olhos, respiro fundo e te sinto.

Eu fecho os olhos e não te sinto: o hálito morno do amor.

Eu sei, estamos de volta.

Escrito por Jiló às 14h49
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exercício de francęs

Le case de l'école base

Dans le anée de 1994 pluisiers journaux ont publié sur les abuses sexuels des enfatns que se passait dans L’école de Base. Les accusés étaient leur propriétaires.

 

Selon les dénonces présente par les parents des enfants les abuses etaient filmes. Le commissaire de Police Edélcio Lemos a divulgué, sans épreuve, les informátions à la presse.

 

Comme conséquence, beaucoup de personnes passaient a ravager l’école. Et son propriétaires arrivaient a être détenu.

 

Rien a éte prové contre eux. Et le jugement a été arquive.

 

Les propriétaires de l’école passaient a revendiquer pour reparations dans la justice.

 

Cette episodé nous a montré, en premier lieu, le prejugement que tous les personnes sont sujets.  Le épisode révéle aussi le faute (absence) de étique d’une fraction de la presse et son faut compromis avec la verité.   

 

Escrito por Jiló às 12h07
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