Um dia vou te dizer todas essas coisas sob a forma de canções
populares,sinfonias, pedras rolantes e luas camibantes. Um dia vou revelar
essas sensações térmicas movidas pela minha sensibilidade exacerbada,
inflada em ocasões onde a arte tem o poder de suspender a mesquinhez da
nossa vida.
Quando ouço uma canção e a letra que se amolda a ela tão
perfeita... Exclamo: poesia pura! Essas coisas levam a outra coisa. Qual
mesmo o nome? Sublimação de coisas, ou simplesmente inquietude suspensa no estado da graça. Sublime estado de coisas como a cálida
noite que me envolveem sua gravidade-intensidade e penetra em meus
poros.
E o que essas coisas tem a ver com o amor partido que ainda teimo em
remendar? Eu não sei. Eu só sei que quero compartilhar contigo a mesma
lua
imensa, intensa, enorme como os olhos arregalados de uma criança.
Um
dia vou te dizer eu te amo apontando para a lua sem sequer mencionar o
teu nome. Um dia vou te dizer eu te amo, destilando amor pelas letras do
Itamar.
E você vai entender que o amor é uma coisa maior que a avareza
compulsiva de duas pessoas, tentando monopolizar uma à outra. E você vai
entender que o amor supera a barreira dos gêneros e preferências sexuais, e
sentirá o sopro que te lanço como uma brisa amorosa. Brisa amorosa do não
dito, do apenas sugerido.


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