Fascinante: isso eu teria de anotar numa folha de papel. F_A_S_C_I_N_A_N_T_E, carregada de significados e novas simbologias. Fascinante surgiu como substantivo próprio no meio da sessão de cinema, Jim Jamursh autoral, os dois velhos tomando café enquanto um finge ser champagne. O café transformando-se no mais puro champagne contra o espírito ranzinza do outro velhinho. “Não seja tão prático”, bradava enquanto erguia a caneca de champagne imaginário, e me peguei sendo o velho imaginário que tinha um pé fincado na realidade, diante de seu amigo prático que se distanciava da humanidade ao deter a imaginação, o gosto de experimentar e dar um novo significado para uma situação aparentemente banal. E me veio à mente pensamentos soltos e imagens das sessões de análise, e de como era fascinante, de como era uma experiência única, eu sendo um tipo de cobaia de mim mesmo, escavando cada vez mais fundo, retirando não só lixo e traumas, retirando as pedras preciosas em estado bruto que ela tanto insistia que eu possuía. Ser o ourives de minhas próprias pedras.


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