Cochichos e Relaxos


03/12/2006


Nâo livre

livre como um coração noturno inebriado de ilusões
livre como o aperto de mão de um inimigo numa trincheira imaginária
que nunca deixam de ser reais. as reais trincheiras do nosso mundo.
livre como as supostas tentações das vitrines escapistas
livre como nunca se esteve livre e nunca se estará
livre, capaz de gritar que se é livre na prisão ou no cume do mundo
livre capaz de pagar com a própria vida a sua liberdade
vida selvagem, inteira, marginal, sem concessões nem arremedos
ser livre na raiz do ipê e na ponta do cabelo
na raiz e na superfície de toda essa barbaridade que se chama São Paulo

Escrito por Jiló às 23h01
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